Orixá Oko cria a agricultura com ajuda de Ogum.
No princípio, havia um homem que se chamava Oko, mas Oko não fazia nada o dia todo, não havia o que fazer, simplesmente. Quando os alimentos na Terra escassearam, Olorum encarregou Oko de fazer plantações, que plantassem inhame, pimenta, feijão e tudo mais que os homens comem.
Oko gostou de sua missão, ficou todo orgulhosos, mas não tinha a menor idéia de como executá-la, até que viu, debaixo de uma palmeira, um rapaz que brincava na terra, com um graveto ele revolvia a terra e cavava mais fundo, Oko quis saber o que fazia o rapaz. “Preparando a terra para plantar, para plantar as sementes que darão as plantas”, explicou o rapaz de pele reluzente. “Que sementes, se nem plantas ainda há?”, perguntou, incrédulo, Oko. “Nada é impossível para Olodumare”, foi a resposta.
Começaram então a cavar juntos a terra, o graveto que usavam como ferramenta quebrou-se e passaram então a usar lascas de pedra, o trabalho, entretanto, não rendia e Oko saiu a procura de alguma maneira mais prática.
Outro dia, quando Oko voltou sem solução, o rapaz tinha feito fogo, protegendo-o com lascas de pedra, viram então que a pedra se derretia no fogo. A pedra líquida escorria em filetes que se solidificavam. “Que ótimo instrumento para cavar!”, descobriu efusivamente o inventivo rapaz. Ele pôde então usar o fogo e fazer lâminas daquela pedra, e modelar objetos cortantes e ferramentas pontiagudas.
Ele fez a enxada, a foice e fez a faca e a espada e tudo o mais que desde então o homem faz de ferro para transformar a natureza e sobreviver. O rapaz era Ogum, o Orixá do Ferro. Juntos resolveram a terra e plantaram e os alimentos foram abundantes.
E a humanidade aprendeu a plantar com eles, cada família fez a sua plantação, sua fazenda, e na Terra não mais se padeceu de fome, e Oko foi festejando como Orixá Oko, o Orixá da Fazenda, da plantação, pois fazenda é o significado do nome Oko.
E Ogum e Orixá Oko foram homenageados e receberam sacrifícios como os patronos da agricultura, pois eles ensinaram o homem a plantar e assim superar a escassez de alimentos e derrotar a fome.
Salve Babá mi Oko e Babá mi Ogun!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Raízes de Babá Milton - Djeji Nago Vodunce - O início
Babá Milton foi iniciado numa casa Djeji pelo Doté Mario ti Besen em 11 de outubro de 1987 no Jardim Ingá-GO, entorno do DF no antigo Asé Ile Airá. Foi um barco composto de uma Oiyá (Babá Milton) e uma Opará (sua cunhada Mariangela Madeira). Foi inclusive o primeiro Iyao de Doté Mário em Brasilia. Estiveram em sua saída Babá Lilico ti Osun, Finada Iyá Janeth ti Onira (sua madrinha de Omoruncó) dentre outros. Doté Mário informou a Babá Milton pertencer as raízes de "Tata" Fomutinho ti Osun. Segue informaçoes sobre esse tão ilustre Sacerdote.
Antonio Pinto de Oliveira (Tata Fomutinho d´Oshum) foi o primeiro homem a ser iniciado no culto aos Voduns por Gaiaku Maria Angorense em 25 de dezembro de 1913, Depois de iniciado ele participava como pai pequeno numa casa de angola onde era chamado de Tata, daí o nome com o qual é famoso até hoje.
Veio para o Rio de Janeiro em 1930 e aqui criou sua Roça de Santo, inicialmente no bairro de Santo Cristo, mudando-se depois para Madureira e depois para São João de Meriti.
Tata Fomutinho sem dúvida foi uma pessoa notável e que adquiriu ao longo do tempo muitos filhos de santo,(os quais serão citados nos tópicos) mas veio a falecer em 26 de junho de 1966. Dele ficou, além da lembrança, um legado religioso inestimável, preservado por aqueles que por ele foram iniciados dentro do Asé Jeje-Manhi.
Doté Antonio Pinto de Oliveira , foi um dos membros recolhido no 2º barco do Kwe Sèjá Hundè a saída foi no dia 25 de dezembro de 1914. Este barco era composto de cinco voduns e dois ogãns. Deste barco fazia parte o nosso saudoso ANTONIO PINTO DE OLIVEIRA (FOMOTINHO) D’Osun, mais conhecido como "TATA FOMOTINHO" Arroboboi Aziri!!!! No ano de 1930 Tata Fomutinho chegava ao Rio de Janeiro na Rua do Bispo, graças a Marcelino de Sango e Josefa D’Ogun, fez o vodum de SEBASTIÃO DA PRATA (Babá Beija-Flôr). Em 1936, Tata Fomutinho fundava seu próprio Asé na Estrada do Portela 606, o KWE SÈJÁ NASSÒ, podemos ainda citar alguns de seus filhos: Luzia de Anãe, Luzinete de Vodun Jó, Arlete de Ajelain, Jorge de Abé (Jorge de Yemonjá (Kwe sèjá Tessi), não podendo esquecer de Djalma de Laalu, Almerinda de Otolu, Leandro D'Ogum, Berenice de Agé, Zé Macuco, Jorge de Otolu, Hilbertt de Azauane também pertencia ao Asé de Fomutinho, Zezinho da Boa Viagem, Olegário de Otoolu, Esmeralda de Sango, Arlete de Iansã, Ivan de Iansã entre outros.
Babá Milton ficou vinculado muito pouco tempo a Nação Djeji. Vindo a se ligar posteriormente ao Asé Alaketu (sua atual Nação), qdo tomou 03 anos. Tomou posto de Sacerdote com a Iyalorisá "Mundinha" de Odé Ile (Salvador-BA), filha de Lazinho de Osogia (Asé Opo Afonjá). Passou Asé (Odu Ijé) com o Babalorisá Djair ti Logunede (Aguas Lindas-GO) e tomou Odum Merinlá (14 anos) com o Babalorisá Renato ti Logunede do Asé Odé Omilode (Uberaba-MG). Asé O! Eepa Heei Oiyá!!!(Babá Milton ti Oiyá)
Tata Fomutinho de Osun
Antonio Pinto de Oliveira (Tata Fomutinho d´Oshum) foi o primeiro homem a ser iniciado no culto aos Voduns por Gaiaku Maria Angorense em 25 de dezembro de 1913, Depois de iniciado ele participava como pai pequeno numa casa de angola onde era chamado de Tata, daí o nome com o qual é famoso até hoje.
Veio para o Rio de Janeiro em 1930 e aqui criou sua Roça de Santo, inicialmente no bairro de Santo Cristo, mudando-se depois para Madureira e depois para São João de Meriti.
Tata Fomutinho sem dúvida foi uma pessoa notável e que adquiriu ao longo do tempo muitos filhos de santo,(os quais serão citados nos tópicos) mas veio a falecer em 26 de junho de 1966. Dele ficou, além da lembrança, um legado religioso inestimável, preservado por aqueles que por ele foram iniciados dentro do Asé Jeje-Manhi.
Doté Antonio Pinto de Oliveira , foi um dos membros recolhido no 2º barco do Kwe Sèjá Hundè a saída foi no dia 25 de dezembro de 1914. Este barco era composto de cinco voduns e dois ogãns. Deste barco fazia parte o nosso saudoso ANTONIO PINTO DE OLIVEIRA (FOMOTINHO) D’Osun, mais conhecido como "TATA FOMOTINHO" Arroboboi Aziri!!!! No ano de 1930 Tata Fomutinho chegava ao Rio de Janeiro na Rua do Bispo, graças a Marcelino de Sango e Josefa D’Ogun, fez o vodum de SEBASTIÃO DA PRATA (Babá Beija-Flôr). Em 1936, Tata Fomutinho fundava seu próprio Asé na Estrada do Portela 606, o KWE SÈJÁ NASSÒ, podemos ainda citar alguns de seus filhos: Luzia de Anãe, Luzinete de Vodun Jó, Arlete de Ajelain, Jorge de Abé (Jorge de Yemonjá (Kwe sèjá Tessi), não podendo esquecer de Djalma de Laalu, Almerinda de Otolu, Leandro D'Ogum, Berenice de Agé, Zé Macuco, Jorge de Otolu, Hilbertt de Azauane também pertencia ao Asé de Fomutinho, Zezinho da Boa Viagem, Olegário de Otoolu, Esmeralda de Sango, Arlete de Iansã, Ivan de Iansã entre outros.
Babá Milton ficou vinculado muito pouco tempo a Nação Djeji. Vindo a se ligar posteriormente ao Asé Alaketu (sua atual Nação), qdo tomou 03 anos. Tomou posto de Sacerdote com a Iyalorisá "Mundinha" de Odé Ile (Salvador-BA), filha de Lazinho de Osogia (Asé Opo Afonjá). Passou Asé (Odu Ijé) com o Babalorisá Djair ti Logunede (Aguas Lindas-GO) e tomou Odum Merinlá (14 anos) com o Babalorisá Renato ti Logunede do Asé Odé Omilode (Uberaba-MG). Asé O! Eepa Heei Oiyá!!!(Babá Milton ti Oiyá)
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Ancestralidade e Respeito
ANCESTRALIDADE
Segundo e dentro do Asé Osumaré
Conceitos
Nas culturas Yorubá-Nagó a vida não se finda com a morte.
Àtúnwa, é o nome dado ao processo divino de existência única: a continuidade da vida.
Olodumarê , o supremo Deus Yorubá no momento do nascimento oferece aos homens um conjunto de forças sagradas que possibilita a vida. São elas:
• Ara: o corpo físico vindo da lama.
• Ese: elementos do organismo humano.
• Okan: coração físico e espiritual - órgão que centraliza o Poder de vida e sede da inteligência, do pensamento e da ação.
• Ojiji: essência espiritual.
• Emi: o sopro divino de vida.
• Ori: a individualidade e a identidade.
• Odu: o destino e o caminho a ser percorrido.
• Asé: força movimentadora da vida.
• Orisá: guardião de cada existência humana.
Todos estes aspectos não morrem...
Voltam as suas origens, isto é, ao Orun, pois pertencem a Olorun
E só ele pode liberá-las.
Estas forças divinas, animaram os antepassados, os ancestrais, as raízes mães do Asé Orisá, ao partirem do Aiyê e voltam ao Aiyê para animar seus descendentes e discípulos.
Esta é a grande responsabilidade de todos que descendem do Asé Osumaré: dar continuidade na obra de nossos antepassados, pois todos somos animados pelas forças divinas que um dia Animaram nossos Ancestrais.
A ancestralidade confirma a imortalidade, pois a vida continua no Orun como ancestrais.
Do Orun, a ancestralidade a tudo assiste.
No culto de Orisá, Ancestrais significa:
"Aqueles que um dia tiveram a energia de vida no Aiyê e que cuja energia de vida é repassada as novas gerações, garantindo a continuidade da vida e do culto aos Deuses Africanos. "
Como conclusão a vida presente depende da vida passada de nossos ancestrais.
Mojubá.
Biografias
Iyalorisás e Babalorisás do Ile Asé Osumare
Babá Antonio de Osumare
Fundador do Ile Axé Oxumare.
Sabe-se que era escravo/crioulo - filhos de escravos africanos nascidos no Brasil. Foi criado por tio Salacó filho de Sangô e foi filho de santo de velhas africanas. Batizado com o nome Antonio Manoel do Bonfim.
Era conhecido como Antonio das Cobras.
Citações bibliográficas indicam Antonio de Osumaré como respeitado Babalorisá após 1875, ano então, que se presume ter vivido, portanto a Casa de Osumaré tem raízes no século XIX.
Era também conhecido pelo apelido de "cobra encantada", em virtude do seu poder como "feiticeiro".
Seu Antonio de Osumare transferiu a sede do terreiro para o atual local que antes era conhecido como mata escura ou linha 15 (trem).
Não há evidências biográficas.
Iyá Cotinha de Iéwá
Chamava-se Maria das Mercês dos Santos e era filha de santo do Babalorisá Antonio de Osumare por quem foi iniciada aos 13 anos de idade.
Irmã biológica de Hilário Bispo de Santos que futuramente terá grande importância para a Casa de Osumare.
Sabe-se que em 1937, surgiu a união das casas afro-brasileiras em Salvador/BA, uma espécie de federação que visava registrar e fiscalizar os terreiros.
Iyá Cotinha de Yewá recusou-se a registrar a Casa de Osumare.
O argumento mais provável desta recusa foi de que Iyá Cotinha de Yewá temia expor a casa de santo e sofrer perseguições do poder público baiano uma vez que na época o Candomblé era uma religião perseguida e discriminada.
Tal acontecimento caracteriza que Casa de Osumare na década de 30, já estava em atividades.
Casada com sr. Arsênio - Ogán da Casa Branca/Ogán de Osogian de Iyá Massi.
Possuía um temperamento tímido e calado. Os antigos, portanto, contam que Yewá resolveu estes problemas, tomando muitas vezes a frente da Casa de Osumaré quando necessário.
Yewá era irreverente, sabia comandar e não tinha "papas na língua", diziam os antigos.
Seu primeiro barco foi composto:
• Dona Baiana - Oba Tosi, que morre com 102 anos;
• Maria da Neves da Encarnação - Oyá Biyi;
Iniciou várias yawôs e ogáns, entre eles podemos citar:
• José Bispo dos Santos - muito conhecido em São Paulo e em todo o Brasil como Pai Bobó;
• Teodora de Iyemonjá - Iyalorisá muito famosa no Rio de Janeiro;
• Nair de Osalá - irmã de Iyá Teodora;
• Egbomy Menininha - mãe de Iyá Teodora;
• Francelina de Ogun;
• Dona Miudinha da Osun;
• Simplícia de Ogun;
• Ogán de Yewá: Urbano, que morre em janeiro de 2001;
• Ogán Cadú - Ogán de Yewá: também falecido recentemente;
• Ogán Garrincha - Ogán de Yewá;
• Maria Silvia de Assis - Ekeji Mariazinha de Osalá;
• Tomazia de Osun;
• Ogán Paizinho - Ogán de Yewá / Otun Alabê;
• Ogán Manoel - Ogán de Yewá / Osi Alabê;
• Ogán Possidonio - Ogán de Yewá / Alabê;
• entre outros.
Morre em julho de 1947.
Iyá Francelina de Ogun
Filha de santo de Iyá Cotinha de Yewá.
Uma ebomy de muitas posses e bem sucedida financeiramente. Gostava muito de jóias e as possuía em grande quantidade.
Comandou Asé Osumare de 1947 a 1954.
Abdicou do cargo de Iyalorixá, passando o comando para sua irmã de santo e afilhada de crisma Simplícia de Ogun.
Acredita-se que a abdicação ocorreu para a Casa de Osumare não sofresse desgastes e conseqüências com sua morte.
Iyá Simplícia de Ogun
Filha de santo de Iyá Cotinha de Yewá e depois sua cunhada, pois vem a se casar com Hilário Bispo dos Santos, irmão biológico de Iyá Cotinha de Yewá.
Era filha biológica de Maria da Neves da Encarnação - Oyá Biyi e foi iniciada aos 14 anos de idade em 1936. Nasceu em 18 de setembro de 1922(?)
Chamava-se Simpliciana da Encarnação e era conhecida como Simplícia do Ogun - Ogun Dekisi.
Vovô Hilário - como era conhecido-, seu esposo, era um homem muito trabalhador e um empreiteiro respeitado em Salvador, mas possuía forte temperamento.
Contribuiu muito com a manutenção, sustento e ampliação da Casa de Osumare e sua fama de homem bravo também contribuiu para a moralidade e disciplina do terreiro.
Herda o trono da Casa de Osumaré de sua irmã de santo e madrinha de crisma Iyá Francelina de Ogun em 1954, com 38 anos de idade.
Seu primeiro ato foi o Amalá de Sangó em 1954 e sua primeira festa foi a Festa de Ogun em 20 de maio de 1955.
Iniciou 44 yawôs, entre eles podemos citar:
• Filhinha do Ogun, sua primeira yawô
• Deusuíta - dofona.
• Leonor de Oxumarê;
• Ana de Ogun;
• Nilza de Ogun;
• Dó de Osayin;
• Cotinha de Osalá;
• Elizabeth de Osalá;
• Deusuíta de Omolu;
• Pérsio de Sangô;
• Ana Laura de Ogun;
• Duzinha de Nanã;
• Bentinha de Ogun;
• Rosinha de Obaluaiyê;
• Zezé de Obaluaiyê;
• Valquíria de Osun;
• Doroti de Yansan;
• Ekeji Angelina de Ososi;
• Entre outros.
Teve cinco filhos: Jutaí Bispo dos Santos, Tânia Maria Bispo da Encarnação, Nilton Bispo dos Santos, Nilzete Austriquiliano da Encarnação e Erenilton Bispo dos Santos, todos iniciados no Asé Osumaré.
Como uma de suas poucas lembranças deixou uma fotografia aonde aparece servindo o Presidente da República Getulio Vargas, documento que comprova a proximidade da Iyalorisá com o Chefe de Estado, momento em que este oferece a oportunidade de algum pedido pessoal a Iyá Simplicia como elogio pela boa qualidade da comida.
Iyá Simplicia não hesita e pede ao chefe da nação:
-"Liberdade de culto ao candomblé".
Morre em 1967, aos 51 anos de idade, depois de 13 anos de chefia no Asé Osumaré, vitimada de um mau súbito cardíaco.
Iyá Dona Miudinha de Osun
Filha de santo de Iyá Cotinha de Yewá herda a Casa de Osumaré após a morte de sua irmã de santo Iyá Simplícia de Ogun.
Era conhecida como Omifunké.
Não ocupou o cargo por motivos pessoais.
Iyá Nilzete de Yemanjá
Chamava-se Nilzete Austriquiliano da Encarnação.
Egbomy Nilzete de Iyemonjá como era conhecida. Nascida em 29 de fevereiro de 1939.
Foi a Iyalorisá mais conhecida da Casa de Osumare.
Filha biológica de Iyá Simplícia de Ogun, assume o comando do Asé Osumare em 1974.
Foi iniciada pelo Babalorisá Manoel Cerqueira de Amorin, Nezinho de Ogun, Ogun Kobé, em 15 de dezembro de 1965.
De temperamento reservado, tímido e muito calado, gostava de ficar no anonimato, mas esta forma de ser acabava destacando-a mais ainda.
Como anfitriã era sorridente, respondia a todas as dúvidas e a todos orientava com sabedoria e humildade.
Uma de suas célebres frases caracteriza seu estilo simples e hospitaleiro:
-"Não repare. Minha casa é simples, mas sempre tem feijão com farinha para todos".
Como Iyalorisá e dirigente espiritual era muito rígida e exigente.
Era muito comedida, prudente e reflexiva para assumir um filho de santo.
Só o fazia quando Yewá, Oxumare, Yemanjá, Xangô e Ogun, orisás a quem tinha muita obediência e respeito, autorizavam.
Promovia candomblé pela fé e suas festas eram organizadas dentro da tradição e, portanto eram belíssimas.
Não costumava dançar o Sirê, mas se apresentava no barracão muito elegante e introspectiva para dançar a roda de Sangô.
Cantava "Yorubá" com muito domínio pelos cantos da casa.
Dedicava-se mais ao culto de Orisá do que a vida pessoal.
Iniciou vários yawôs dentre eles podemos citar:
Seu primeiro barco foi:
• José de Osun, José Ferreira;
• Soninha de Osogian;
• Rosa de Osumarê;
• Regina de Nanã;
• Eliete de Yewá;
• Tania de Ososi - Maiyé
• Zilda de Ogun;
• Zezé de Omolu;
• Lurdinha de Omolu;
• Sandra de Iyemonjá - atual Iyakekerê da Casa de Oxumare.
• Murilo de Ogun em Minas Gerais;
• Gerson de Ososi em Minas Gerais
• Lídio de Sangô em Santa Catarina;
• Vladimir de Ososi- Babá Kabilla em São Paulo;
Desta forma expandiu o nome da Casa de Oxumare para todo o Brasil.
Iyá Nilzete de Iyemonjá trabalhou muito para a Casa de Osumare.
Fez reparos, manutenção e conservação do patrimônio.
Impetrou uma verdadeira guerra contra a prefeitura de Salvador que projetava uma passarela de pedestres que passaria sobre Iroko, na qual saiu vitoriosa.
Iyá Nilzete de Yemanjá teve três filhos:
• Samuilta de Osogian;
• Sidney de Ososi;
• Sivanilton de Osumare (Babá Pece),
Todos iniciados no Asé Osumaré.
Vem a falecer no dia 30.03.1990, também vitimada, por um mau súbito cardíaco.
Esta é nossa homenagem a este Grande Asé localizado em Salvador - BA.
Segundo e dentro do Asé Osumaré
Conceitos
Nas culturas Yorubá-Nagó a vida não se finda com a morte.
Àtúnwa, é o nome dado ao processo divino de existência única: a continuidade da vida.
Olodumarê , o supremo Deus Yorubá no momento do nascimento oferece aos homens um conjunto de forças sagradas que possibilita a vida. São elas:
• Ara: o corpo físico vindo da lama.
• Ese: elementos do organismo humano.
• Okan: coração físico e espiritual - órgão que centraliza o Poder de vida e sede da inteligência, do pensamento e da ação.
• Ojiji: essência espiritual.
• Emi: o sopro divino de vida.
• Ori: a individualidade e a identidade.
• Odu: o destino e o caminho a ser percorrido.
• Asé: força movimentadora da vida.
• Orisá: guardião de cada existência humana.
Todos estes aspectos não morrem...
Voltam as suas origens, isto é, ao Orun, pois pertencem a Olorun
E só ele pode liberá-las.
Estas forças divinas, animaram os antepassados, os ancestrais, as raízes mães do Asé Orisá, ao partirem do Aiyê e voltam ao Aiyê para animar seus descendentes e discípulos.
Esta é a grande responsabilidade de todos que descendem do Asé Osumaré: dar continuidade na obra de nossos antepassados, pois todos somos animados pelas forças divinas que um dia Animaram nossos Ancestrais.
A ancestralidade confirma a imortalidade, pois a vida continua no Orun como ancestrais.
Do Orun, a ancestralidade a tudo assiste.
No culto de Orisá, Ancestrais significa:
"Aqueles que um dia tiveram a energia de vida no Aiyê e que cuja energia de vida é repassada as novas gerações, garantindo a continuidade da vida e do culto aos Deuses Africanos. "
Como conclusão a vida presente depende da vida passada de nossos ancestrais.
Mojubá.
Biografias
Iyalorisás e Babalorisás do Ile Asé Osumare
Babá Antonio de Osumare
Fundador do Ile Axé Oxumare.
Sabe-se que era escravo/crioulo - filhos de escravos africanos nascidos no Brasil. Foi criado por tio Salacó filho de Sangô e foi filho de santo de velhas africanas. Batizado com o nome Antonio Manoel do Bonfim.
Era conhecido como Antonio das Cobras.
Citações bibliográficas indicam Antonio de Osumaré como respeitado Babalorisá após 1875, ano então, que se presume ter vivido, portanto a Casa de Osumaré tem raízes no século XIX.
Era também conhecido pelo apelido de "cobra encantada", em virtude do seu poder como "feiticeiro".
Seu Antonio de Osumare transferiu a sede do terreiro para o atual local que antes era conhecido como mata escura ou linha 15 (trem).
Não há evidências biográficas.
Iyá Cotinha de Iéwá
Chamava-se Maria das Mercês dos Santos e era filha de santo do Babalorisá Antonio de Osumare por quem foi iniciada aos 13 anos de idade.
Irmã biológica de Hilário Bispo de Santos que futuramente terá grande importância para a Casa de Osumare.
Sabe-se que em 1937, surgiu a união das casas afro-brasileiras em Salvador/BA, uma espécie de federação que visava registrar e fiscalizar os terreiros.
Iyá Cotinha de Yewá recusou-se a registrar a Casa de Osumare.
O argumento mais provável desta recusa foi de que Iyá Cotinha de Yewá temia expor a casa de santo e sofrer perseguições do poder público baiano uma vez que na época o Candomblé era uma religião perseguida e discriminada.
Tal acontecimento caracteriza que Casa de Osumare na década de 30, já estava em atividades.
Casada com sr. Arsênio - Ogán da Casa Branca/Ogán de Osogian de Iyá Massi.
Possuía um temperamento tímido e calado. Os antigos, portanto, contam que Yewá resolveu estes problemas, tomando muitas vezes a frente da Casa de Osumaré quando necessário.
Yewá era irreverente, sabia comandar e não tinha "papas na língua", diziam os antigos.
Seu primeiro barco foi composto:
• Dona Baiana - Oba Tosi, que morre com 102 anos;
• Maria da Neves da Encarnação - Oyá Biyi;
Iniciou várias yawôs e ogáns, entre eles podemos citar:
• José Bispo dos Santos - muito conhecido em São Paulo e em todo o Brasil como Pai Bobó;
• Teodora de Iyemonjá - Iyalorisá muito famosa no Rio de Janeiro;
• Nair de Osalá - irmã de Iyá Teodora;
• Egbomy Menininha - mãe de Iyá Teodora;
• Francelina de Ogun;
• Dona Miudinha da Osun;
• Simplícia de Ogun;
• Ogán de Yewá: Urbano, que morre em janeiro de 2001;
• Ogán Cadú - Ogán de Yewá: também falecido recentemente;
• Ogán Garrincha - Ogán de Yewá;
• Maria Silvia de Assis - Ekeji Mariazinha de Osalá;
• Tomazia de Osun;
• Ogán Paizinho - Ogán de Yewá / Otun Alabê;
• Ogán Manoel - Ogán de Yewá / Osi Alabê;
• Ogán Possidonio - Ogán de Yewá / Alabê;
• entre outros.
Morre em julho de 1947.
Iyá Francelina de Ogun
Filha de santo de Iyá Cotinha de Yewá.
Uma ebomy de muitas posses e bem sucedida financeiramente. Gostava muito de jóias e as possuía em grande quantidade.
Comandou Asé Osumare de 1947 a 1954.
Abdicou do cargo de Iyalorixá, passando o comando para sua irmã de santo e afilhada de crisma Simplícia de Ogun.
Acredita-se que a abdicação ocorreu para a Casa de Osumare não sofresse desgastes e conseqüências com sua morte.
Iyá Simplícia de Ogun
Filha de santo de Iyá Cotinha de Yewá e depois sua cunhada, pois vem a se casar com Hilário Bispo dos Santos, irmão biológico de Iyá Cotinha de Yewá.
Era filha biológica de Maria da Neves da Encarnação - Oyá Biyi e foi iniciada aos 14 anos de idade em 1936. Nasceu em 18 de setembro de 1922(?)
Chamava-se Simpliciana da Encarnação e era conhecida como Simplícia do Ogun - Ogun Dekisi.
Vovô Hilário - como era conhecido-, seu esposo, era um homem muito trabalhador e um empreiteiro respeitado em Salvador, mas possuía forte temperamento.
Contribuiu muito com a manutenção, sustento e ampliação da Casa de Osumare e sua fama de homem bravo também contribuiu para a moralidade e disciplina do terreiro.
Herda o trono da Casa de Osumaré de sua irmã de santo e madrinha de crisma Iyá Francelina de Ogun em 1954, com 38 anos de idade.
Seu primeiro ato foi o Amalá de Sangó em 1954 e sua primeira festa foi a Festa de Ogun em 20 de maio de 1955.
Iniciou 44 yawôs, entre eles podemos citar:
• Filhinha do Ogun, sua primeira yawô
• Deusuíta - dofona.
• Leonor de Oxumarê;
• Ana de Ogun;
• Nilza de Ogun;
• Dó de Osayin;
• Cotinha de Osalá;
• Elizabeth de Osalá;
• Deusuíta de Omolu;
• Pérsio de Sangô;
• Ana Laura de Ogun;
• Duzinha de Nanã;
• Bentinha de Ogun;
• Rosinha de Obaluaiyê;
• Zezé de Obaluaiyê;
• Valquíria de Osun;
• Doroti de Yansan;
• Ekeji Angelina de Ososi;
• Entre outros.
Teve cinco filhos: Jutaí Bispo dos Santos, Tânia Maria Bispo da Encarnação, Nilton Bispo dos Santos, Nilzete Austriquiliano da Encarnação e Erenilton Bispo dos Santos, todos iniciados no Asé Osumaré.
Como uma de suas poucas lembranças deixou uma fotografia aonde aparece servindo o Presidente da República Getulio Vargas, documento que comprova a proximidade da Iyalorisá com o Chefe de Estado, momento em que este oferece a oportunidade de algum pedido pessoal a Iyá Simplicia como elogio pela boa qualidade da comida.
Iyá Simplicia não hesita e pede ao chefe da nação:
-"Liberdade de culto ao candomblé".
Morre em 1967, aos 51 anos de idade, depois de 13 anos de chefia no Asé Osumaré, vitimada de um mau súbito cardíaco.
Iyá Dona Miudinha de Osun
Filha de santo de Iyá Cotinha de Yewá herda a Casa de Osumaré após a morte de sua irmã de santo Iyá Simplícia de Ogun.
Era conhecida como Omifunké.
Não ocupou o cargo por motivos pessoais.
Iyá Nilzete de Yemanjá
Chamava-se Nilzete Austriquiliano da Encarnação.
Egbomy Nilzete de Iyemonjá como era conhecida. Nascida em 29 de fevereiro de 1939.
Foi a Iyalorisá mais conhecida da Casa de Osumare.
Filha biológica de Iyá Simplícia de Ogun, assume o comando do Asé Osumare em 1974.
Foi iniciada pelo Babalorisá Manoel Cerqueira de Amorin, Nezinho de Ogun, Ogun Kobé, em 15 de dezembro de 1965.
De temperamento reservado, tímido e muito calado, gostava de ficar no anonimato, mas esta forma de ser acabava destacando-a mais ainda.
Como anfitriã era sorridente, respondia a todas as dúvidas e a todos orientava com sabedoria e humildade.
Uma de suas célebres frases caracteriza seu estilo simples e hospitaleiro:
-"Não repare. Minha casa é simples, mas sempre tem feijão com farinha para todos".
Como Iyalorisá e dirigente espiritual era muito rígida e exigente.
Era muito comedida, prudente e reflexiva para assumir um filho de santo.
Só o fazia quando Yewá, Oxumare, Yemanjá, Xangô e Ogun, orisás a quem tinha muita obediência e respeito, autorizavam.
Promovia candomblé pela fé e suas festas eram organizadas dentro da tradição e, portanto eram belíssimas.
Não costumava dançar o Sirê, mas se apresentava no barracão muito elegante e introspectiva para dançar a roda de Sangô.
Cantava "Yorubá" com muito domínio pelos cantos da casa.
Dedicava-se mais ao culto de Orisá do que a vida pessoal.
Iniciou vários yawôs dentre eles podemos citar:
Seu primeiro barco foi:
• José de Osun, José Ferreira;
• Soninha de Osogian;
• Rosa de Osumarê;
• Regina de Nanã;
• Eliete de Yewá;
• Tania de Ososi - Maiyé
• Zilda de Ogun;
• Zezé de Omolu;
• Lurdinha de Omolu;
• Sandra de Iyemonjá - atual Iyakekerê da Casa de Oxumare.
• Murilo de Ogun em Minas Gerais;
• Gerson de Ososi em Minas Gerais
• Lídio de Sangô em Santa Catarina;
• Vladimir de Ososi- Babá Kabilla em São Paulo;
Desta forma expandiu o nome da Casa de Oxumare para todo o Brasil.
Iyá Nilzete de Iyemonjá trabalhou muito para a Casa de Osumare.
Fez reparos, manutenção e conservação do patrimônio.
Impetrou uma verdadeira guerra contra a prefeitura de Salvador que projetava uma passarela de pedestres que passaria sobre Iroko, na qual saiu vitoriosa.
Iyá Nilzete de Yemanjá teve três filhos:
• Samuilta de Osogian;
• Sidney de Ososi;
• Sivanilton de Osumare (Babá Pece),
Todos iniciados no Asé Osumaré.
Vem a falecer no dia 30.03.1990, também vitimada, por um mau súbito cardíaco.
Esta é nossa homenagem a este Grande Asé localizado em Salvador - BA.
quarta-feira, 14 de abril de 2010

NOSSA JORNADA NA TERRA
Segundo Babá Milton ti Oiyá
Todo o Ser Humano ao encarnar (nascer), passa a fazer parte, de uma longa história determinada pelos seus Odus (destinos), observado pelos Orisás e abençoado por Oloorun (Senhor do Céu = Deus) e Olodumaré (Senhor do Destino Supremo = Deus).
Cada um tem, apoiado também em Seu Livre Arbítrio e determinado pelos seus Odus, uma jornada de sucessos e insucessos, conquistas e percas, amores e desamores, ou seja, alegrias e tristezas.
Quando Oloorun (Senhor do Orun) determina um nascimento, Olodumaré passa a determinar que essa vontade se cumpra. E para isso, Ele coloca a disposição deste “Novo Ser”, seres divinizados, que vão acompanhá-lo durante toda sua jornada material na Terra e depois desta caminhada também.
Estes “Seres Divinizados” são por nós do Candomblé conhecidos e louvados pelo nome de Orisás e Eboras. Motivo da existência de nossa tão querida religião candomblecista.
Tentarei mostrar como acontece este processo de acompanhamento dos Orisás, do inicio até o fim da vida material desta pessoa.
Fecundação e Ventre
Nesta etapa temos a influencia inicial de Esú (Senhor do início, da sexualidade e do corpo) e Osun (Senhora da fecundação, da paixão e do encantamento). Sentimentos e situações estas tão importantes na natureza humana para que exista o inicio de um relacionamento estável e continuado. Quando estes dois Orisás se unem na vida de um casal, começa o processo de planejamento de uma nova vida pelo Espiritual. Este processo é acompanhado pelo Grande Orisá Obatalá (Senhor do Pano Branco). E Ibeji claro, gera toda essa ação por ser seres que representam “os dois que se unem para gerar um”.
Eles estimulam a paixão, a sexualidade e a fecundação. Quando isto acontece temos o Novo Ser, que dentro do ventre materno será cuidado por Osun e Ibeji (Senhores que zelam da continuidade e crescimento do feto dentro do ventre) e Embalado por Iyemonjá (Senhora das águas, do líquido amniótico e das cabeças). E a ligação Mãe e Filho será acompanhado por Osumaré (Senhor dos ciclos da vida, da água, do cordão umbilical e da transformação).
O nascimento será guiado por Ogun (Senhor dos caminhos, do progresso, do ferro, da tecnologia e das guerras), por Iyemonja e Osagia (Senhor do inhame pilado, responsável tb por todas as cabeças). Neste momento, e sobre a fiscalização de Iyemonja, o recém nascido será abençoado pela proteção específica de seu próprio Orisá (que poderá durante sua vida se fazer presente ou não).
Ao nascer (Ato de sair do ventre da mãe), este novo Ser vai ficar sobre a guarda de Osun e Logunede (Senhor da beleza, dos peixes e de tudo o que é jovem) até começar a expressar seus sentimentos ou emoções (falar por ex), independente claro, do Orisá principal dele. Ele tb será contemplado pelo Emi (sopro da vida), cedido por Osalá. Ato este representado pelo inflar do seu pulmão pela primeira vez.
Este Ser, passa ter pela consciência coletiva social, Corpo (Ara) e Alma, ou seja, existência física e espiritual. E com certeza alguns dias depois um Nome pelo qual será conhecido em sua existência material e uma Certidão de Nascimento que formalizará tb a data de seu nascimento, que afetará seu destino pelo resto de sua “Existência Individual”.
Crescimento e Amadurecimento
A necessidade ou consciência do novo ser perceber que esta Vivo e que deve continuar assim (Vivo) é dada por Sango (Senhor da vida, do fogo, da justiça). Orisá responsável junto com Esú de manter o corpo humano aquecido. Junto com Sango temos Obá (Senhora da decisão e do amor puro e verdadeiro) que são responsáveis pelos batimentos cardíacos e tb dão a este ser Vivo, o sentimento inenarrável do Amor incondicional. Que é o resultado final da Paixão (Sexualidade – Paixão – Amor). Assim como Iyemonja, Osun, Osala e Nana (Senhora da transformação espiritual, da lama primordial e da ancestralidade) alimentam no ser humano o amor familiar e social. Apesar que o sentimento e respeito pelo Social-coletivo é despertado e reforçado por Sango, Ode (Senhor das artes, da sobrevivência, da caça e do alimento) e Osun sem sombras de duvidas, já que Ela detém o poder do ato diplomático e da comunicação social.
Para que um ser humano tenha noção, consciência e pratique a sociabilidade, Ele precisa ter consciência de sua existência individual (citado logo atrás). E para que isto ocorra Ele terá a influência de Osae (Senhor das folhas, da medicina e da introspecção). “Ninguém conhecerá o coletivo se não viver o individual” (Babá Milton). E por conseguinte do próprio corpo (Ara) e de sua limitações. Entramos na área de Omolu/Obalwaiye (Senhores das doenças e das suas curas, dos ossos e da morte) e Esú. Com a influência destes Orisás o ser humano poderá se deparar ou perceber que seu corpo tem muita mais força que imagina e fraquezas tb. Ele se deparará com doenças e limitações físicas por exemplo. Com sentimentos fragilizados (psicologicamente falando). É quando, do nada, Ele se desperta e se renova de novo, dando a volta por cima e continuando sua brilhante jornada. Ele sentirá de novo a força de Ibeji e Oiyá.
Quando ele conhecer a si próprio e ao meio social que ele faz parte, devera a este ser desenvolver o sentimento de fidelidade aos princípios básicos oferecidos pela Sociedade ao indivíduo, dado por Obá e Oiyá (Senhora dos Mortos, da passagem, dos ventos e tempestades) e tb as normas e regras desta mesma Sociedade regida por Sango, Ode e Osagia.
Aí entramos na busca pela sobrevivência e, por conseguinte pela necessidade da continuidade de novo. Isto tudo é ofertado por Odé, Logunede e Sango. Ele senti fome, carências. Ou seja tudo que o estimularia a busca pela sobrevivência em si.
A necessidade de buscar sempre mais, material principalmente, e de buscar o progresso e o melhor cada vez mais será despertado por Ogun e por Odé e Sango. Cada um dentro de uma medida bem temperada. Por isso que falamos que se uma Sociedade nasce, cresce e se desenvolve tecnologicamente é porque Ogun existe. E qdo cresce com regras, normas foram graças as bênçãos de Sango e Odé.
A valorização da mulher e sua independência, tal qual sua posição hj mais privilegiada na Sociedade tem influência direta sobre o desejo de Osun e a força de Oiyá e Obá. Portanto o nosso personagem se for homem aprenderá a desenvolver este respeito a sociedade feminina graças a estas divindades tão amadas no Panteão Africano e Afrobrasileiro.
Morte e transformação
Portanto finalmente depois que o nosso novo ser humano nasceu, cresceu e se desenvolveu amoroso-social-familiarmente e buscou suas realizações e conquistas. Ele terá que mais cedo ou mais tarde se depará com Obatalá e seu cajado mais uma vez.
Por quê? Vc perguntaria. A este Orisá pertence o desejo de ativar a ação de Ikú (O ceifador). Obatalá que determina que o nosso personagem principal cumpriu de forma completa (ou não) sua missão na Terra (Aiye). Ele chamará a sua presença os Orisás e Eboras que farão o processo da Morte acontecer.
Independente de que forma a morte acontecerá para esta pessoa, Ela se deparará inicialmente com Nana, Omolu e Oiyá, que são os deuses iniciais nessa etapa final da “vida”. Nana é encarregada de tirar “aquele sopro de vida” dado por Obatala no inicio. Ela que retira o último ar espiritual e abençoado por Oloorun. Nisso Ikú tomou conta do corpo daquele ser. Oiyá é a responsável de receber o novo ser apenas dotado de espírito, e encaminhá-lo para sua nova jornada no mundo espiritual. Omolu desprende e corta o Espírito do corpo, como se fosse um corte no “cordão umbilical espiritual”. Oiyá junto com Nana e Osala vão acompanhá-lo nos novos passos a seguir. Só que agora quem rege a existência desse novo Egun (Espírito desencarnado) será Oiyá. E caberá a Ela orientá-lo e guiá-lo.
A partir daí será um mistério. O que vai acontecer com este Egun? Reencarnar? E começar todo o processo de novo anteriormente citado. Perturbar alguém (obssessor)? Estagnar-se no mundo espiritual? Só Oloorun e os Orisas e Eboras sabem...!
De qualquer formar aprendemos que independente do conceito religioso ensinado, sabemos que nossas atitudes perante nós mesmos e o mundo que nos cerca determina nossa situação aqui na Terra. E que os Orisás estão ao nosso redor, conscientes nós ou não.
Asé.
Babá Milton ti Oiyá
“Nifé ke, Oloorun Fé! (Que seja feito a vontade de Deus!)
Segundo Babá Milton ti Oiyá
Todo o Ser Humano ao encarnar (nascer), passa a fazer parte, de uma longa história determinada pelos seus Odus (destinos), observado pelos Orisás e abençoado por Oloorun (Senhor do Céu = Deus) e Olodumaré (Senhor do Destino Supremo = Deus).
Cada um tem, apoiado também em Seu Livre Arbítrio e determinado pelos seus Odus, uma jornada de sucessos e insucessos, conquistas e percas, amores e desamores, ou seja, alegrias e tristezas.
Quando Oloorun (Senhor do Orun) determina um nascimento, Olodumaré passa a determinar que essa vontade se cumpra. E para isso, Ele coloca a disposição deste “Novo Ser”, seres divinizados, que vão acompanhá-lo durante toda sua jornada material na Terra e depois desta caminhada também.
Estes “Seres Divinizados” são por nós do Candomblé conhecidos e louvados pelo nome de Orisás e Eboras. Motivo da existência de nossa tão querida religião candomblecista.
Tentarei mostrar como acontece este processo de acompanhamento dos Orisás, do inicio até o fim da vida material desta pessoa.
Fecundação e Ventre
Nesta etapa temos a influencia inicial de Esú (Senhor do início, da sexualidade e do corpo) e Osun (Senhora da fecundação, da paixão e do encantamento). Sentimentos e situações estas tão importantes na natureza humana para que exista o inicio de um relacionamento estável e continuado. Quando estes dois Orisás se unem na vida de um casal, começa o processo de planejamento de uma nova vida pelo Espiritual. Este processo é acompanhado pelo Grande Orisá Obatalá (Senhor do Pano Branco). E Ibeji claro, gera toda essa ação por ser seres que representam “os dois que se unem para gerar um”.
Eles estimulam a paixão, a sexualidade e a fecundação. Quando isto acontece temos o Novo Ser, que dentro do ventre materno será cuidado por Osun e Ibeji (Senhores que zelam da continuidade e crescimento do feto dentro do ventre) e Embalado por Iyemonjá (Senhora das águas, do líquido amniótico e das cabeças). E a ligação Mãe e Filho será acompanhado por Osumaré (Senhor dos ciclos da vida, da água, do cordão umbilical e da transformação).
O nascimento será guiado por Ogun (Senhor dos caminhos, do progresso, do ferro, da tecnologia e das guerras), por Iyemonja e Osagia (Senhor do inhame pilado, responsável tb por todas as cabeças). Neste momento, e sobre a fiscalização de Iyemonja, o recém nascido será abençoado pela proteção específica de seu próprio Orisá (que poderá durante sua vida se fazer presente ou não).
Ao nascer (Ato de sair do ventre da mãe), este novo Ser vai ficar sobre a guarda de Osun e Logunede (Senhor da beleza, dos peixes e de tudo o que é jovem) até começar a expressar seus sentimentos ou emoções (falar por ex), independente claro, do Orisá principal dele. Ele tb será contemplado pelo Emi (sopro da vida), cedido por Osalá. Ato este representado pelo inflar do seu pulmão pela primeira vez.
Este Ser, passa ter pela consciência coletiva social, Corpo (Ara) e Alma, ou seja, existência física e espiritual. E com certeza alguns dias depois um Nome pelo qual será conhecido em sua existência material e uma Certidão de Nascimento que formalizará tb a data de seu nascimento, que afetará seu destino pelo resto de sua “Existência Individual”.
Crescimento e Amadurecimento
A necessidade ou consciência do novo ser perceber que esta Vivo e que deve continuar assim (Vivo) é dada por Sango (Senhor da vida, do fogo, da justiça). Orisá responsável junto com Esú de manter o corpo humano aquecido. Junto com Sango temos Obá (Senhora da decisão e do amor puro e verdadeiro) que são responsáveis pelos batimentos cardíacos e tb dão a este ser Vivo, o sentimento inenarrável do Amor incondicional. Que é o resultado final da Paixão (Sexualidade – Paixão – Amor). Assim como Iyemonja, Osun, Osala e Nana (Senhora da transformação espiritual, da lama primordial e da ancestralidade) alimentam no ser humano o amor familiar e social. Apesar que o sentimento e respeito pelo Social-coletivo é despertado e reforçado por Sango, Ode (Senhor das artes, da sobrevivência, da caça e do alimento) e Osun sem sombras de duvidas, já que Ela detém o poder do ato diplomático e da comunicação social.
Para que um ser humano tenha noção, consciência e pratique a sociabilidade, Ele precisa ter consciência de sua existência individual (citado logo atrás). E para que isto ocorra Ele terá a influência de Osae (Senhor das folhas, da medicina e da introspecção). “Ninguém conhecerá o coletivo se não viver o individual” (Babá Milton). E por conseguinte do próprio corpo (Ara) e de sua limitações. Entramos na área de Omolu/Obalwaiye (Senhores das doenças e das suas curas, dos ossos e da morte) e Esú. Com a influência destes Orisás o ser humano poderá se deparar ou perceber que seu corpo tem muita mais força que imagina e fraquezas tb. Ele se deparará com doenças e limitações físicas por exemplo. Com sentimentos fragilizados (psicologicamente falando). É quando, do nada, Ele se desperta e se renova de novo, dando a volta por cima e continuando sua brilhante jornada. Ele sentirá de novo a força de Ibeji e Oiyá.
Quando ele conhecer a si próprio e ao meio social que ele faz parte, devera a este ser desenvolver o sentimento de fidelidade aos princípios básicos oferecidos pela Sociedade ao indivíduo, dado por Obá e Oiyá (Senhora dos Mortos, da passagem, dos ventos e tempestades) e tb as normas e regras desta mesma Sociedade regida por Sango, Ode e Osagia.
Aí entramos na busca pela sobrevivência e, por conseguinte pela necessidade da continuidade de novo. Isto tudo é ofertado por Odé, Logunede e Sango. Ele senti fome, carências. Ou seja tudo que o estimularia a busca pela sobrevivência em si.
A necessidade de buscar sempre mais, material principalmente, e de buscar o progresso e o melhor cada vez mais será despertado por Ogun e por Odé e Sango. Cada um dentro de uma medida bem temperada. Por isso que falamos que se uma Sociedade nasce, cresce e se desenvolve tecnologicamente é porque Ogun existe. E qdo cresce com regras, normas foram graças as bênçãos de Sango e Odé.
A valorização da mulher e sua independência, tal qual sua posição hj mais privilegiada na Sociedade tem influência direta sobre o desejo de Osun e a força de Oiyá e Obá. Portanto o nosso personagem se for homem aprenderá a desenvolver este respeito a sociedade feminina graças a estas divindades tão amadas no Panteão Africano e Afrobrasileiro.
Morte e transformação
Portanto finalmente depois que o nosso novo ser humano nasceu, cresceu e se desenvolveu amoroso-social-familiarmente e buscou suas realizações e conquistas. Ele terá que mais cedo ou mais tarde se depará com Obatalá e seu cajado mais uma vez.
Por quê? Vc perguntaria. A este Orisá pertence o desejo de ativar a ação de Ikú (O ceifador). Obatalá que determina que o nosso personagem principal cumpriu de forma completa (ou não) sua missão na Terra (Aiye). Ele chamará a sua presença os Orisás e Eboras que farão o processo da Morte acontecer.
Independente de que forma a morte acontecerá para esta pessoa, Ela se deparará inicialmente com Nana, Omolu e Oiyá, que são os deuses iniciais nessa etapa final da “vida”. Nana é encarregada de tirar “aquele sopro de vida” dado por Obatala no inicio. Ela que retira o último ar espiritual e abençoado por Oloorun. Nisso Ikú tomou conta do corpo daquele ser. Oiyá é a responsável de receber o novo ser apenas dotado de espírito, e encaminhá-lo para sua nova jornada no mundo espiritual. Omolu desprende e corta o Espírito do corpo, como se fosse um corte no “cordão umbilical espiritual”. Oiyá junto com Nana e Osala vão acompanhá-lo nos novos passos a seguir. Só que agora quem rege a existência desse novo Egun (Espírito desencarnado) será Oiyá. E caberá a Ela orientá-lo e guiá-lo.
A partir daí será um mistério. O que vai acontecer com este Egun? Reencarnar? E começar todo o processo de novo anteriormente citado. Perturbar alguém (obssessor)? Estagnar-se no mundo espiritual? Só Oloorun e os Orisas e Eboras sabem...!
De qualquer formar aprendemos que independente do conceito religioso ensinado, sabemos que nossas atitudes perante nós mesmos e o mundo que nos cerca determina nossa situação aqui na Terra. E que os Orisás estão ao nosso redor, conscientes nós ou não.
Asé.
Babá Milton ti Oiyá
“Nifé ke, Oloorun Fé! (Que seja feito a vontade de Deus!)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
MISSÕES e FUNDAÇÃO da ASSOIYA
ASSOIYA Associação Beneficente Afrocultural Ilé Alàketù Ègbe Ómòin Asé Òiyá (ASÈ ÒIYÀ FÚNÌNÌKÀ). Missões: 1. Desenvolver o crescimento religioso Afrobrasileiro, propagação de suas divindades (Orisás), orientação e educação da devida utilização e conservação dos Recursos Naturais (fauna, flora e hidricos); 2. Divulgar o Candomblé como religião de matriz africana reconhecida pela Constituição Brasileira; 3. Buscar o crescimento e equilíbrio espiritual de seus adeptos e/ou seguidores. Asé Fundado e inaugurado em Agosto de 1999. Localizado na Zona Rural da Cidade Satélite de Samambaia no Distrito Federal. Orisás Patronos: Oiyá e Ogun. Nação: Alaaketú. Babalorisá Regente: Bábà Milton ti Oiyá.
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